E então eu a vi. Diferente dos outros dias, das outras
manhãs de domingo, ela estava radiante. Seus olhos brilhavam de uma forma
intensa e seus cabelos dançavam no vento preguiçoso das 10:30, seus dentes
apareciam sem timidez e as suas bochechas coradas com o sol leve quase tiravam
minha atenção dos seus lábios convidativos, do seu queixo delicado e das suas
covinhas simpáticas.
Ela parecia deliciosamente disponível e feliz. Disponível
para uma faca abaixo do peito. Disponível para uma arma na sua frágil garganta.
Disponível para o veneno mais forte que eu pudesse misturar em seu vinho.
E então eu acordei daquele súbito desejo de lhe ter em meus
braços, disposta e totalmente minha. Sem gritos, gemidos ou luta.
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