terça-feira, 2 de julho de 2013

Juventude é um direito inalienável

Beirando os 44 anos ele abriu os olhos com rugas de quem já sorriu muito. Sua história sendo denunciada pela sua pele, pelas suas ações e toda a responsabilidade que ele carregava. Isso o encheu, o deixou psicótico. Ele enfim, vestiu suas botas de combate e saiu para a caça de meninas que não sabiam se cuidar, piscou para a primeira que ele conseguiu identificar e a chamou para beber, pediu Whisky para os dois.
Conversaram por um bom tempo, mãos se chocaram por um momento, a perna dele subiu e houve um atrito com a dela e isso foi aumentando até que os olhares fossem óbvios, até que o mundo enxergasse o terror o que ele via com prazer.
-Vem sempre aqui? – Os dois riram, ele nervoso e impaciente com cada bebericada tímida que ela dava pediu outra dose, no final das contas ele não conseguia andar e ela parou em seu segundo copo, seu plano não deu tão certo mas o dela sim, ela sabia de seus projetos e o levou para casa, amarrou-o na cama e perguntou quanto tempo ele tinha de vida.
- Não vai sofrer querido. Feche os olhos. Estou adiantando um pouco o seu fim.

Ele ainda tonto não respondeu, se debateu e enfim morreu com um golpe onde menos esperava, uma facada certeira em sua juventude falsa. 

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